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Contos Gauchescos e lendas do sul

Publicada em 30/07/19 as 13:34h por Rádio Chimarrão - 156 visualizações


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 (Foto: Rádio Chimarrão)

O folclore do Rio Grande do Sul é cheio de lenda que marcaram imaginação dos gaúchos.

Boitatá

         A palavra “Boitatá” vem da Língua tupi e significa “cobra de fogo”. Conta-se entre a gaúcho das estâncias que um fogo em movimento, semelhante à forma de uma cobra, surge na frente do cavaleiro em seus passeios e em viagens noturnas, dificultando sua caminhada. O povo do campo acredita que o Boitatá é atraído pelo ferro e, por isso, para se ver livre dele, o jeito é prendê-lo à argola do laço, que contém ferro, até o dia amanhecer, hora em que essa criatura desaparece.

          Nesta lenda do sul do Brasil, a explicação para o surgimento da cobra de fogo está relacionada ao dilúvio (história bíblica que fala sobre a chuva que durou 40 dias e 40 noites). Após o dilúvio, muitos animais morreram e as cobras ficaram rindo felizes, pois havia alimento em abundância. Como castigo, a barriga delas começou a pegar fogo, iluminando todo.
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Lobisomem do cemitério

            Aproximadamente na década de 70 na rua 2 de Novembro, onde até hoje se encontra o Cemitério Católico da cidade de Rio Grande, atuava o famoso “Lobisomem do Cemitério”.
            Pessoas que passavam tarde da noite por ali diziam que um estranho bicho aparecia sempre a meia noite. Assim que  alguém passava, ele do alto do muro do cemitério e assustava as pessoas. Os que eram assustados por ele, revelam que o bicho era meio homem e meio animal. Foi a partir deste depoimento que as pessoas começaram a acreditar que se tratava de um lobisomem. Notaram também que o bicho uivava quando agia.
            Mas o segurança da Viação Férrea (que ficava em frente ao Cemitério) não acreditava no que estava acontecendo. Então ele resolveu vigiar uma noite inteira o cemitério para ver se o que falavam era  verídico (verdade). Assim que deu meia noite em sue relógio ele ficou mais atento em tudo que o  estava em seu redor. Foi ai que ele ouviu um uivo muito alto , no instante uma senhora passava pela frente do cemitério(um mendiga), e o lobisomem pulou do muro. O segurança começou a atirar , e o lobisomem saiu em disparada.
            E nunca mais se ouviu falar nele, mas nada nada dura para sempre  vamos ver o que vai acontecer.

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O minhocão

            Diz-se que na lagoa do Armazém, em Tramandaí aparecia nas águas do minhocão, uma espécie de serpente monstruosa, muito grande, olhos de fogo verde, língua também de fogo, com pêlos na cabeça .Virava embarcações com rabanadas e comia nas margens porcos e galinhas. Hoje o povo acredita que o minhocão deixou a lagoa e voltou para o mar.

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A moça do cemitério

            Em Porto Alegre, num ponto de táxi que fica na rua Oto Niemayer, esquina de Cavalhada, às vezes aparece uma moça loira, lindíssima usando sempre um vestido vermelho muito bonito e chamativo. E sempre à noite. Ela toma um táxi e manda tocar para um lugar qualquer que passe pelo cemitério da vila nova, mas ao passar pelo cemitério misteriosamente ela some. Muitos dos quais vivos até hoje, transportam a moça fantasma sempre repetem a mesma história.

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São Sepé

            Sepé era um índio valente e bom, que lutou contra os estrangeiros para defender a terra das missões. 
Ele era predestinado por Deus e São Miguel: tinha                                                                                                                                                                                                                                                                         nascido com um lunar na testa. Nas noites escuras ou em pleno  combate, o lunar de São Sepé brilhava, guiando seus soldados missioneiros. Quando ele morreu, vencido pelas armas e o número de portugueses e espanhóis,  Deus Nosso Senhor retirou de sua testa o lunar, que colocou no céu do pampa para ser o guia de todos  os gaúchos- é o Cruzeiro do Sul.
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O Sanguanel

                O Sanguanel é um mito da região ítalo-gaúcha, cuja crença é muito viva, ainda no presente. Ele é um ser pequeno, vivo, de cor vermelha que, a rigor, não faz mal pra ninguém, mas dá cada susto! Ele vive pelos pinheirais da serra e seu prazer é roubar crianças, as quais esconde no alto das árvores ou no meio das reboleiras do mato. Mas não judia delas. Pelo contrário, até traz mel numa folha e água, se tem sede. Os pais, como loucos, procuram as crianças roubadas pelo Sanguanel estão sempre em estado de sonolência, lembrando pouco e mal das coisas que aconteceram, embora não esqueçam a figura vermelha do Sanguanel, o ninho em cima de um pinheiro e o mel trazido numa folha. Mais raramente o Sanguanel se envolve com adultos. Nesses casos, assume o papel de vingador engraçado, fazendo picardias e provocações aos preguiçosos, bêbados ou não religiosos, mas tudo sem maldade.

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A bruxa

                O mito da Bruxa é tão antigo como atual no Rio Grande do Sul. De forma geral, acredita-se que a sétima filha mulher de um casal será bruxa, a menos que seja batizada pela irmã mais velha. Ao contrário do Lobisomem, a Bruxa é uma pessoa má, que faz o mal e gosta disso. Suas vítimas são sempre crianças, bichos pequenos ou lavouras em crescimento, porque ela não tem capacidade para fazer mal às pessoas adultas, aos animais grandes e às plantas crescidas. Sua grande arma é o olho grande, que bota onde quer fazer o mal. Bichos embruxados, como ninhadas de pintos ou leitões, mirram e morrem. Lavouras murcham da mesma maneira. E crianças embruxadas ficam amarelas, minguam a olhos vistos e quando ficam nuazinhas, desenroladas das fraldas, cruzam os bracinhos e as perninhas. E assim, se não forem atendidas a tempo, morrem mesmo. A bruxa é acusada de chupar o umbigo recém caído dos nenês. O melhor para afastar a Bruxa é uma figa, ou um chifre de boi ou um galho de arruda. Por isso, o primeiro presente que se deve dar ao bebê é uma figuinha de ouro, que ele deve ter sempre na sua roupinha, junto ao corpo. Na porta da frente da casa, é recomendável se pendurar pelo menos um chifre, com galhos de arruda dentro e de preferência com extremidade inferior esculpidas em forma de figa. No jardim, as pessoas devem sempre plantar arruda, cujo cheiro a Bruxa abomina. Para se descobrir uma bruxa, tiram-se todos os móveis da cala da casa e aí, bem no meio, a dona da casa deve repetir três vezes, bem alto, o nome da mulher que ela acha que é bruxa e que é vizinha ou está por perto. Daí a pouco, se essa mulher é mesmo Bruxa, vai aparecer e perguntar, fingindo inocência: "A senhora me chamou, vizinha?" Ou então, pega uma peça de roupa da criança que está embruxada, para socar num pilão cravejada com alfinetes. Se aparecer uma mulher nas vizinhanças, com dores terríveis, ela é a Bruxa. Uma criança embruxada é facilmente reconhecível, pelos sintomas já descritos e é facilmente curável. Durante três sextas-feiras, no começo da manhã e no fim da tarde, uma pessoa de fé deve ascender duas velas na cama da criança embruxada, uma na cabeceira e outra nos pés e rezar o Pai-Nosso e a Ave-Maria até as velas se queimarem por inteiro. Ao fim das três semanas, a criança desembruxa mesmo.

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Boitatá

                Em tempos mui antigos, que as gentes mal se lembram, houve um grande dilúvio, que afogou até os cerros mais altos. Pouca gente e poucos bichos escaparam - quase tudo morreu. Mas a cobra-grande, chamada pelos índios de Guaçu-boi, escapou. Tinha se enroscado no galho mais alto da mais alta árvore e lá ficou até que a enchente deu de si as águas empeçaram a baixar e tudo foi serenando, serenando... Vendo aquele mundaréu de gente e de bichos mortos, a Guaçu-boi, louca de fome, achou o que comer. Mas - coisa estranha! - só comia os olhos dos mortos. Diz-que os viventes, gente ou bicho, quando morrem guardam os olhos a última luz que viram. E foi essa luz que a Guaçu-boi foi comendo, foi comendo... E aí, com tanta luz dentro, ela foi ficando brilhosa, mas não de um fogo bom, quente e sem de uma luz fria, meio azulada. E tantos olhos comeu e tanta luz guardou, que um dia a Guaçu-boi arrebentou e morreu, espalhando esse clarão gelado por todos os rincões. Os índios, quando viam auilo, assustavam-se, não mais reconhecendo a Guaçu-boi. Diziam, cheios de medo: "Mboi-tatá! Mboi-tatá!", que lá na língua deles quer dizer: Cobra de fogo! Cobra de fogo! E até hoje o Boitatá anda errante pelas noites do Rio Grande do Sul. Ronda os cemitérios e os banhados, e de onde sai para perseguir os campeiros. Os mais medrosos disparam, mas para os valentes é fácil: basta desaprilhar o laço e atirar a armada em cima do Boitatá. Atraído pela argola do laço, ele se enrosca todo, se quebra e se some.

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O negrinho do pastoreiro

         No tempo dos escravos, havia um estancieiro, muito ruim, que levava tudo por diante, a grito e a relho. Naqueles fins de mundo, fazia o que bem entendia, sem dar satisfação a ninguém. Entre os escravos da estância havia um negrinho, encarregado do pastoreio de alguns animais, coisa muito comum nos tempos em que os campos das estâncias não conheciam a cerca de arame: quando muito alguma cerca de pedra erguida pelos próprios escravos, que não podiam ficar parados, para não pensar em bobagem... No mais, os limites dos campos eram aqueles colocados por Deus Nosso Senhor: rios, cerros, lagoas. Pois de uma feita o pobre negrinho, que já vivia sofrendo as maiores judiarias às mãos do patrão, perdeu um animal na pastoreio. Prá quê! Apanhou uma barbaridade atado a um palanque e depois, cai-caindo, ainda foi mandado procurar o animal extraviado. Como a noite vinha chegando, ele agarrou um toquinho de vela e uns avios de fogo, com fumo e tudo saiu campeando. Mas nada! O toquinho acabou, o dia veio chegando e ele teve que voltar para a estância. Então foi outra vez atado no palanque e desta vez apanhou tanto que morreu, ou pareceu morrer. Vai daí, o patrão mandou abrir a "panela" de um formigueiro e atirar lá dentro, de qualquer jeito, o pequeno corpo do negrinho, todo lanhado de laçaço e banhado em sangue. No outro dia, o patrão foi com a peonada e os escravos ver o formigueiro. Qual é a sua surpresa ao ver o negrinho do pastoreio vivo e contente, ao lado do animal perdido. Desde aí o Negrinho do Pastoreio ficou sendo o achador das coisas extraviadas. E não cobra muito: basta acender um toquinho de vela ou atirar num canto qualquer um naco de fumo.

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Casa de MBororé

A lenda da Casa de MBororé (Missões)
           No tempo dos Sete Povos das Missões, havia um índio velho muito fiel aos padres jesuítas, chamado Mbororé. Com a chegada dos invasores portugueses e espanhóis, os padres precisaram fugir levando em carretas os tesouros e bens que pudessem carregar. Assim, amontoaram o muito que não podiam levar consigo – ouro, prata, alfaias, jóias, tudo!- e construíram ao redor uma casa branca, sem porta e sem janela. Para evitar a descoberta da casa pelo inimigo e o conseqüente saqueio, deixaram o velho índio fiel MBororé cuidando, com ordens severas de só entregar o tesouro quando os jesuítas voltassem às Missões.
               Mas os jesuítas nunca mais voltaram. Com o passar dos anos, o velho índio morreu e o tempo foi marcando tudo, deixando as ruínas de pé como as cicatrizes de um sonho que acabou. Acabou? Não. A Casa de MBororé continua lá num mato das Missões, imaculadamente branca, cuidada pela alma do índio fiel que ainda espera a volta dos jesuítas.
              Às vezes, algum mateiro –lenhador ou caçador- dá com ela, de repente, num campestre qualquer. Imediatamente dá-se conta de que é a Casa de MBororé, cheia de tesouros. Resolve então marcar bem o local para voltar com ferramentas e abrir a força a casa que não tem porta nem janela. Guarda bem o lugar na memória pelas árvores tais e tais, pela direção do sol e coisas assim. Sai, volta com ferramentas, só que nunca mais acha de novo a Casa Branca de MBororé, sem porta e sem janela.”

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Lenda da Erva Mate

            Numa tribo de índios Guarani, vivia um velho guerreiro chamado Nhandubaí, que não podia mais caçar nem guerrear, devido a sua avançada idade.
            Como de tempos em tempo se esgotava o Húmus da terra, a tribo tinha que se deslocar para longe em busca de outros matos.
          Um dia, a tribo partiu e Nhandubaí sentiu- se sem forças para acompanhá- los, mais uma de suas filhas de nome Yari, não teve coragem de deixá- lo sozinho e abandonado, ficaram pai e filha morando no rancho e o tornaram um local de hospitalidade para os viajantes que apareciam de vez em quando.
       Um dia, apareceu um estranho guerreiro vindo de muito longe, pedidndo pousada. Dias após, o viajante que ficara muito amigo do velho índio, contou que era um enviado de Tupã ( Deus). E entregou para o velho índio e sua filha uma mudinha de planta como recompensa pela hospitalidade:
       - Quando esta árvore chamada "CÁÁ" crescer, peguem os galhos e passem as folhas no fogo sapecando, depois, quebrem- as em pedacinhos, ponham num porongo , derramem água quente e bebam.
         Dito isso, partiu. Quando Nhandubaí experimentou a bebida, como por milagre, foi recuperando o ânimo e a energia que lhe faltava. Assim, ele e Yari seguram viagem ao encontro de sua gente. A planta que levaram se esparramou pelos matos, e o costume de bebê- la tornou- se hábito no dia- a- dia da gente guarani.
        "CAA- I" assim passaram a chamar a bebida que dava energia e alegria de viver, a bebida da hospitalidade tornou- se a melhor companhia, mesmo nos momentos de solidão, e para a árvore- erveira deram um nome que  relembrasse para sempre.
             O bom coração de Yari: "CAÁ - Yari".
              E assim, surgiu o chimarrão, essa saborosa bebida feita de folhas de erva- mate.

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